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Museus

Histórico

Museu

São Carlos

Curta Memória 60

Foi elaborado a partir de entrevistas realizadas com antigos e atuais funcionários do museu durante a pesquisa para a exposição dos 60 anos da instituição. Além de relatos pessoais, as entrevistas contribuem para a construção da história do museu ao longo dos seus sessenta anos.

 

Atual exposição “Somos Esporte!”

A exposição “Somos esporte: São Carlos e a história das práticas do corpo” retrata a história das práticas do corpo na cidade de São Carlos e algumas das diferentes formas de interação da população são-carlense com elas. Partindo da história do esporte no Brasil atrelada a importantes acontecimentos políticos nacionais, faz uma abordagem do esporte desde as corridas de cavalo nos hipódromos no final do século XIX, até as práticas da atualidade. Sua construção se deu por meio da pesquisa histórica em documentos como jornais e fotografias, além de entrevistas com personalidades ligadas ao esporte são-carlense e associações, clubes, times e ligas de nossa cidade. Parte do acervo exposto pertence ao Museu de São Carlos, e a outra parte é resultado da parceria com atletas e instituições, os quais nos confiaram seus objetos para que pudéssemos materializar este projeto. A opção de falar sobre esporte além de relacionar-se com as linhas de trabalho do Museu, é mais um passo do Museu de São Carlos em direção à aproximação com seus públicos e o diálogo com a contemporaneidade.

 

Acessibilidade do Museu

No segundo semestre deste ano o Museu implementou recursos de acessibilidade para democratizar o acesso ao seu espaço expositivo. Para isso, foram desenvolvidos audioguia para pessoas com deficiência visual, vídeoguia para pessoas com deficiência auditiva, além de atividades para autistas, legendas em braille, acervo tátil e rampas de acesso.

O Museu foi criado em 1951 a partir da Lei nº 1.486, porém foi inaugurado somente em 1957 com o nome “Museu e Patrimônio Histórico Municipal”, em comemoração ao centenário da cidade de São Carlos, estabelecido no Palacete Bento Carlos, localizado na rua Treze de Maio. De acordo com a lei, o objetivo era “reunir e conservar documentos, livros e peças de diversos gêneros que contribuam para o conhecimento e estudo dos movimentos sociais, religiosos, políticos, artísticos, econômicos do município e biografias dos seus grandes filhos ou homens ilustres”. A sua idealização e a mobilização da comunidade para a doação de acervo iniciou-se no primeiro semestre de 1957, a partir de uma Comissão liderada por Camargo Sales, Ary Pinto das Neves e Mário Tolentino.

Entre as décadas de 1950 e 1970, o governo do estado criou os museus históricos e pedagógicos, submetidos à Secretaria da Educação, sob direção do Serviço de Museus Históricos. Nesse processo, o museu passou a ser denominado “Museu Histórico Pedagógico Cerqueira César”, em 1958 e no ano seguinte foi transferido para a Câmara Municipal. A intenção do governo era criar espaços que contassem pedagogicamente a história do Brasil.

Até meados da década de 1970 o Museu esteve na Câmara Municipal. De lá, ocupou um espaço lateral do palacete Conde do Pinhal, na Avenida São Carlos. Nesse processo de mudança iniciou-se um período de incertezas que causou seu fechamento e consequente perda de objetos do seu acervo. Na década de 1980, o museu ocupou a antiga garagem do Palacete Conde do Pinhal, onde atualmente é a Casa do Trabalhador na Avenida São Carlos. Nesse local, a exposição deixou de existir em várias salas e os objetos passaram a ficar acomodados num único ambiente como se estivessem “amontoados”. Não havia, então, uma exposição específica, uma vez que todos os objetos estavam em exposição, muitos deles exibidos em vitrines sem segurança, o que facilitava o roubo de peças, além do seu sujeitamento à condições desfavoráveis, como a incidência da luz solar e propagação de cupins, por exemplo. Essa forma amadora e sem os critérios museológicos que foram estabelecidos impulsionou no processo de degradação e perda de muitas peças do acervo do museu.

No início da década de 1990, houve o encerramento das atividades do Museu. Nesse processo, seu acervo foi colocado na antiga Casa de Cultura Vicente Camargo, mais especificamente no porão, sem o devido acondicionamento para a preservação das peças, o que ocasionou perdas, além do descontrole de entrada e saída das mesmas. No ano seguinte iniciou-se a reorganização desses objetos, a sua transferência e a reabertura do Museu na Estação Ferroviária em 1992.

Em 2012 o Museu passou a ser gerido e coordenado pela Fundação Pró-Memória e uma reestruturação foi iniciada. Formou-se uma equipe técnica que conta com historiador, museólogo e educadores, e o acervo audiovisual passou a ficar sob guarda da Coordenadoria de Artes e Cultura. Além disso, houve algumas readequações no local. A reserva técnica, espaço de acondicionamento dos objetos que não estão em exposição, foi transferida para um espaço mais amplo e adequado e, também, ocorreu uma reforma no espaço expositivo, havendo a troca dos forros de madeira que estavam comprometidos por conta de cupins.